Todo mundo está falando de comida funcional, mas você sabe mesmo o que é isso?

- Alimentos funcionais vão além da nutrição básica: segundo estudo, ajudam a prevenir doenças crônicas como diabetes, protegem as células contra radicais livres e ainda atuam na proteção contra câncer e doenças cardiovasculares
- Não é preciso recorrer a produtos industrializados: itens do dia a dia como kiwi, brócolis, castanhas, grãos, peixes ricos em ômega 3 e temperos como canela e gengibre já entram na lista de alimentos funcionais convencionais



Quando procuramos por comida funcional no Instagram, encontramos mais de 153 mil postagens. Se mudamos para o termo em inglês, o número sobe um pouco mais: 211 mil publicações. São receitas, lista de comida, dicas de como melhorar sua alimentação e propaganda de produtos – um turbilhão de informação. E muito se fala das comidas funcionais, como os alimentos fermentados, kimchi e kefir, por exemplo. Mas será que sabemos mesmo o que são esses alimentos?
O que é comida funcional?
As comidas funcionais trazem benefícios para a saúde além de sua função nutritiva. Isto é, comprovadamente atuam na prevenção de doenças crônicas, como a diabetes, e protegem nosso organismo de radicais livres que podem causar danos às células do nosso organismo, segundo um estudo publicado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS).
Na verdade, seus benefícios vão além da redução do risco de doenças crônicas, os alimentos funcionais também atuam na proteção ao câncer e a doenças cardiovasculares, já que têm propriedades que ajudam na saúde das células do organismo humano.
Como o termo foi criado
Esse termo começou a ser usado nos anos 1980 no Japão quando cientistas japoneses associaram o aumento de doenças crônicas na população a hábitos alimentares. Não existe uma definição oficial dada pela Anvisa. Mas estudos científicos costumam separar os alimentos funcionais em duas categorias: os convencionais (ou seja, naturais) e os modificados (alimentos que foram enriquecidos com alguma substância, como vitaminas, probióticos ou minerais, para aumentar seus benefícios à saúde).
Kiwi, brócolis e canela: conheça alguns exemplos de alimentos funcionais



Apesar dos alimentos modificados ou fortificados serem uma opção, a maioria dos profissionais de saúde têm reforçado a importância de comer o mínimo possível de alimentos processados. Então, fizemos uma lista com alguns dos alimentos funcionais convencionais que você encontra na feira ou no supermercado. São alimentos integrais, antioxidantes e anti-inflamatórios de origem vegetal e animal.
- Frutas: mirtilo, kiwi, pera, pêssego e laranja
- Vegetais: brócolis, espinafre e couve
- Castanhas: amêndoa, castanha de caju, castanha do Pará e pistache
- Sementes: chia, linhaça e semente de abóbora
- Grãos: feijão preto, lentilha e grão de bico
- Peixes: salmão, sardinha e anchovas (todos ricos em ômega 3)
- Comida fermentada: kimchi, kefir e kombucha (ajudam a equilibrar microbiota do intestino)
- Ervas e temperos: canela, gengibre e cúrcuma
- Bebidas: café, chá preto e chá verde
Referências
Amorim, M., Devitte, R., da Silva, M., dos Santos, P. (2023). “Alimentos funcionais e saúde: uma revisão”. IFRS: Boletim de Pesquisa e Inovação, 1(1). https://doi.org/10.35819/publicaifrs.v1.n1.a637892