Pesquisadores da Universidade do Texas em Austin criam adesivo para melhorar o sono REM

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Pesquisadores da Universidade do Texas em Austin criam adesivo para melhorar o sono REM
  • Primeiros testes mostraram que usuários tiveram mais facilidade para entrar e permanecer no sono REM
  • Tecnologia combina estimulação com ultrassom e eletrodos e monitora atividade cerebral em tempo real

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, criaram um adesivo que, em testes, antecipou em 43 minutos a entrada no sono REM, fase associada à memória e à regulação das emoções, sem medicação ou tratamento invasivo. Apelidado de NEUSLeeP, o wearable combina uma leve estimulação com ultrassom e eletrodos que são capazes de monitorar a atividade cerebral. O ultrassom focado é direcionado ao núcleo subtalâmico, uma estrutura profunda do cérebro, sem necessidade de cirurgia.

A nova tecnologia foi testada em um grupo de 28 pessoas. Os resultados foram publicados em junho de 2026 na Nature Communications. Segundo a pesquisa, os participantes entraram no sono REM, em média, 43 minutos antes (uma redução de 24%) e permaneceram nessa fase cerca de 16 minutos a mais ao dormir com o adesivo.

O efeito apareceu tanto nos 12 participantes com insônia quanto nos 16 que não tinham dificuldades para dormir. Segundo a Universidade do Texas, os voluntários descreveram o adesivo como confortável e seguro, com efeitos adversos mínimos.

NEUSLeeP fixado à pele. Foto: Reprodução/Nature Communications

“Nosso adesivo NEUSLeeP abre novas possibilidades para entender o sono e tratar distúrbios do sono em casa”, afirma Huiliang Wang, professor de engenharia biomédica da Universidade do Texas em Austin e autor do estudo.

O próximo passo é conduzir os testes em grupos maiores e fazer experimentos em pessoas com transtorno de estresse pós-traumático, depressão ou insônia crônica.

Por enquanto, os resultados vêm de um grupo pequeno, e os efeitos de longo prazo do ultrassom ainda não são conhecidos. Não há previsão de chegada ao mercado. Mas a universidade já entrou com o pedido de registro de patente da tecnologia e trabalha para viabilizar a comercialização do produto.

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