Monitores de saúde chegam nos banheiros

- Empresas como Kohler e Withings lançaram dispositivos que analisam fezes e urina via Bluetooth e inteligência artificial
- Os aparelhos custam entre US$400 e US$600, além de assinaturas mensais ou anuais. Medicina tradicional, no entanto, ainda opera de forma reativa, o que levanta dúvidas sobre a real utilidade desse monitoramento contínuo do dia a dia
De olho no aumento da preocupação com a saúde do intestino e na crescente vigilância sobre marcadores de saúde, empresas de tecnologia estão apostando em devices e aplicativos que ajudam a monitorar o funcionamento do aparelho digestivo e a urina. Pequenos aparelhos que são acoplados na privada e acionados por Bluetooth, montando um mapa de hábitos do usuário além de supostamente detectar qualquer indicativo de irregularidade. Reunimos aqui três desses novos devices que estão fazendo sucesso lá fora. A dúvida sobre a utilidade prática desse tipo de monitoramento, no entanto, continua. Afinal, a medicina tradicional ainda funciona em outra lógica: exames são feitos pontualmente e predomina uma postura muito mais reativa do que o acompanhamento contínuo que tecnologias como essa oferecem.


KOHLER HEALTH
Através de um device chamado Dekota acoplado na privada e conectado com o aplicativo Kohler Health no celular, o usuário pode ter acesso a um mapa detalhado sobre o funcionamento do seu intestino. O Kohler Health mede, por exemplo, nível de hidratação e a eventual presença de sangue nas fezes. O usuário pode ainda registrar no aplicativo seus hábitos alimentares, o que ajudaria a avaliar o que tem funcionado ou não no seu corpo. O serviço pode ser usado por mais de uma pessoa e é acionado com a impressão digital. Todos os dados são preservados e os usuários só têm acesso ao seu perfil exclusivo. O aparelho custa cerca de US$450 e a assinatura do aplicativo varia entre US$70 e US$130.


U-SCAN
Fabricado pela empresa francesa Withings, o U-Scan também funciona a partir de um aparelho acoplado na privada e sincronizado com um aplicativo no celular, mas ele é focado exclusivamente em análises de urina. O usuário pode contratar pacotes diferentes, com duas ou cinco medições por semana. A urina tem cerca de 3 mil metabólitos, mas o mais comum é que façamos apenas uma análise por ano. A proposta aqui é, de novo, fazer um monitoramento contínuo para analisar vitalidade, hidratação e níveis de cálcio e vitamina C. Os pacotes oscilam entre 350 e 450 euros.


THRONE ONE
Acoplado na privada, este sensor analisa tanto as fezes quanto a urina. Ele é acionado automaticamente e envia os dados praticamente em tempo real para o celular do usuário. Até seis pessoas podem dividir o dispositivo, elas são identificadas por Bluetooth de seus telefones e as informações ficam totalmente fechadas para cada um dos indivíduos, garantindo a privacidade de dados. A proposta é criar um mapa para ajudar a identificar hábitos, padrões e gatilhos para a sua saúde. A ideia é que em três meses, o aparelho já consiga ter dados suficientes para mostrar como estresse, alimentação, viagens e a rotina impactam no seu intestino. O device custa US$399 e a assinatura do aplicativo, US$5,99.